Omar Izar, o mais antigo dos gaitistas brasileiros em atividade foi o primeiro, após Edu da Gaita, a fazer carreira profissional no Brasil com este instrumento. Os primeiros anos foram difíceis, pelo fato de ser a gaita pouco difundida em nosso País e confundida com brinquedo. Embora já houvesse aqui ótimos gaitistas, deve-se primeiro a Edu da Gaita, depois a Omar Izar a quebra do preconceito e o consequente reconhecimento deste tão apreciado instrumento musical.
É para ouvir em silêncio
Ao tocar a campainha, o cliente é recebido por Omar Izar, de 74 anos, que há sete anos abriu as portas de sua casa para reunir os amigos devotos da boa música, com um detalhe importante: deve ser ouvida em silêncio absoluto.
“Manter o silêncio durante o show é sinal de respeito ao músico e à música, diz. O sobrado com paredes pichadas e portão de madeira, localizado no número 2.090 da Avenida Lins de Vasconcelos, não difere das outras residências próximas à igreja Santa Margarida Maria, na Vila Mariana. São as noites de sexta e sábado que fazem a diferença. O som da ‘turma da casa’, composto pelo piano de Roberto Bomilcar, o baixo de Miyagawa e a bateria de Espedito, transforma a residência no OBar, um clube para admiradores de jazz e MPB.
“O intervalo é a hora certa para conversar”, entrega Omar, que à meia-noite junta-se ao trio com sua gaita para tocar clássicos de Tom Jobim e do Jazz.
Av. Lins de Vasconcelos, 2.090, Vila Mariana, 5549-7284. 6ª e sáb., 22h/2h. R$ 9,80 (6ª) e R$ 12,50 (sáb.).
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